O mito de que tens de escolher o teu cristal – e porque está errado
Já te disseram que tens de ir a uma loja, segurar o cristal nas mãos e esperar por “aquele sinal”? Que se não o escolheres pessoalmente não vai funcionar? Pois bem, és a milionésima pessoa a ouvir isso. E, como quase todos os mitos que circulam no mundo dos cristais, tem uma parte bonita e uma parte completamente inventada.
Vou começar pela parte bonita: sim, a intuição existe e é real. Mas não, ela não depende das tuas palmas em contacto com uma pedra numa loja.
O que a mineralogia realmente diz sobre escolher o cristal certo
Um cristal é um sólido com estrutura atómica organizada e estável. Isso não é filosofia é geologia. A composição química de um quartzo não muda porque o seguraste na mão esquerda em vez da direita.
A dureza de uma ametista na Escala de Mohs mantém-se igual em Portugal, no Brasil ou dentro de uma caixa de cartão a caminho de casa. As propriedades físicas de um mineral são constantes. Quem muda és tu, e é exactamente aí que este mito começa a desmoronar-se.
Porque é que acreditamos tanto nesta ideia de escolher o cristal
A ideia nasceu de um lugar genuíno, a vontade de confiar na intuição, de acreditar que existe um cristal “destinado” a cada pessoa.
E não vou dizer que isso é absurdo. O problema é a forma rígida como essa ideia foi crescendo: tens de ir lá, tens de sentir, tens de escolher. Como se a magia tivesse um protocolo obrigatório.
A intuição não funciona assim. Ela aparece quando há abertura, não quando há pressão para “acertar”. E muitas vezes aparece exactamente quando não estás à espera. Até porque se existem cursos que ensinam a fazer sessões de cristaloterapia à distância ou mesmo reiki, porque é que escolher um cristal é diferente?
O que a escolha consciente não te deixa ver
Quando escolhes um cristal com a mente racional, partes do que já conheces. Das tuas referências, preferências, do que achas que precisas naquele momento.
Parece lógico, mas é também muito limitado. Porque nem sempre sabemos o que realmente precisamos. E a mente racional tem uma forma muito eficiente de nos manter dentro do que já somos, longe do que podíamos tornar-nos.
A surpresa trabalha de outra forma. Quando recebes um cristal sem o teres escolhido, não há expectativa para confirmar nem decepção para gerir. Há apenas o que é. E esse espaço de abertura é muito mais poderoso do que qualquer escolha feita com critérios que já existiam antes.
Perdi a conta ao número de vezes que alguém me disse: “Nunca teria escolhido este cristal. E foi o mais importante que já tive.” Não é coincidência. É que quando paras de controlar, começas a receber de verdade.
Quartzo Turmalinado
€6.00O kit de cristais mistério e uma forma diferente de te relacionares com eles
O kit de cristais mistério da Surya nasce exactamente desta ideia.
Em vez de tentares escolher o cristal certo, permites que ele chegue até ti. Todos os cristais são naturais, identificados e seleccionados com critério, existe sim conhecimento por trás de cada escolha. Mas existe também espaço para algo mais subtil: a tua própria experiência, sem filtros.
Quando o kit chegar, faz uma coisa antes de ires pesquisar o nome de cada cristal. Observa. Repara na forma, na cor, no peso.
Pergunta-te o que sentes antes de saberes o que é. Só depois lês, e na maioria das vezes – mesmo que não acredites agora – vais perceber uma ligação que não foi planeada. Esse momento vale mais do que qualquer escolha consciente que já fizeste numa loja.
Então, tens mesmo de escolher o teu cristal?
Não. Nunca tiveste. A ideia de que tens de escolher o teu cristal pode parecer lógica. Mas não é a única forma e nem sempre é a mais interessante.
Os cristais não mudam consoante a tua escolha, mas a forma como te relacionas com eles pode mudar completamente a experiência.
Descobre o kit de cristais surpresa da Surya e deixa a surpresa trabalhar por ti.
Tens dúvidas sobre os cristais que chegam no kit? Deixa um comentário e respondo a todas.




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