Rodocrosite, a pedra do amor que começa em ti
Poucas pedras têm um rosa como o da rodocrosite. Não é o rosa suave do quartzo rosa, é um rosa mais quente, mais intenso, atravessado por bandas brancas e cinzentas que desenham em cada peça um padrão irrepetível. Aquelas listras são camadas de crescimento, sinal de que a pedra se formou lentamente, camada sobre camada, dentro de cavidades e veias na rocha.
Estas são da Argentina, mais precisamente da região de Catamarca, a origem mais nobre e reconhecida do mundo para esta pedra. É de lá que vem a célebre Rosa Inca, o nome pelo qual a rodocrosite argentina de qualidade é conhecida.
A geologia da Rodocrosite
A rodocrosite é um carbonato de manganês (MnCO₃), da família dos Carbonatos e do grupo da calcite. É precisamente o manganês na sua composição que lhe dá aquele rosa característico, tal como o cobre dá o verde à malaquite. Cristaliza no sistema trigonal e forma-se em veias hidrotermais e em zonas de alteração de depósitos ricos em manganês.
O padrão bandado, tão típico desta pedra, resulta da forma como se deposita: em camadas concêntricas sucessivas, muitas vezes em formações que lembram estalactites. Quando essas formações são cortadas, revelam os anéis rosa e brancos que tornam cada rodocrosite única.
É uma pedra macia e delicada, com dureza 3,5 a 4 na escala de Mohs e clivagem perfeita, o que significa que precisa de cuidado no manuseio e na limpeza.
Rosa Inca, a lenda por trás da pedra
A rodocrosite é a pedra nacional da Argentina, e a mais famosa do mundo vem das antigas minas incas de Catamarca. Reza a lenda que as formações rosa e brancas encontradas nas antigas minas de prata seriam o sangue solidificado dos antigos governantes incas, que regressava à terra. Daí o nome pelo qual ainda hoje é conhecida: Rosa del Inca, a Rosa Inca.
Não é só uma pedra bonita, é uma pedra com séculos de história humana agarrada a ela.
O que a Rodocrosite trabalha energeticamente
Se há uma pedra do amor-próprio, é esta. A rodocrosite está ligada ao chakra do Coração e, de forma muito particular, ao trabalho de cura da criança interior. É considerada a pedra por excelência para quem está a aprender a tratar-se com a mesma compaixão com que trata os outros.
Trabalha a autoestima, a cura de feridas emocionais antigas e a recuperação da alegria e da espontaneidade. Tem também uma ligação ao chakra do Plexo Solar, o que acrescenta uma camada de coragem: não é só o amor suave, é o amor que dá força para nos mantermos abertos mesmo depois de termos sido magoados.
É a pedra ideal para quem está num processo de se reconciliar consigo próprio, de curar a relação com o passado ou de reaprender a receber amor.
Como podes usar a tua Rodocrosite:
- No bolso ou na carteira para trazeres contigo a energia de amor-próprio ao longo do dia
- Em meditação sobre o chakra do coração para trabalhar a autocompaixão e a cura da criança interior
- Nas mãos em momentos de autocrítica como lembrete físico de te tratares com mais doçura
- Como pedra de intenção em processos de cura emocional ou de reconciliação com o passado
Informações sobre este exemplar
| Origem | Mina Capillitas, Catamarca, Argentina |
| Família mineral | Carbonatos, grupo da calcite |
| Composição | Carbonato de manganês (MnCO₃) |
| Sistema cristalino | Trigonal |
| Tamanho | Cerca de 3cm |
| Chakras associados | Coração e Plexo Solar |
| Acabamento | Rolado, polido |
Como cuidar da tua Rodocrosite
Esta é uma pedra que pede carinho. Não deve ser molhada, porque é um carbonato e dissolve-se em contacto prolongado com água e sobretudo com qualquer substância ácida. Limpa apenas com defumação ou sobre selenite. Guarda-a longe de pedras mais duras, como quartzos, que a podem riscar com facilidade, e evita quedas, porque a clivagem perfeita faz com que lasque. Evita também exposição prolongada ao sol direto, que pode esbater o rosa com o tempo.
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